A travessia de tracking mais tradicional do Brasil

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Clássica. Este talvez seja o melhor adjetivo para identificar a travessia Petrópolis – Teresópolis, apelidada carinhosamente de Petrô-Terê. São 36 km de travessia íngreme e irregular pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos, com altitudes que vão de 200 a 2263 m, e que têm a Pedra da Sino como ponto culminante. Três dias, em média, são necessários para realizar a travessia.

A aventura começa em Petrópolis, no bairro do Bonfim, e alterna trechos de longas subidas com chapadões, vales de mata fechada e platôs. O Panaso integra o trecho mais alto da Serra do Mar e possui – ainda – cerca de 8% de Mata Atlântica preservada. Água não falta, inclusive para banhos de cachoeira, e o Rio Soberbo é um dos principais responsáveis.

Os guias, contratados previamente por telefone tanto em Petrópolis como em Teresópolis, são indispensáveis, já que a sinalização é precária. Há pontos de parada e acampamentos determinados, daí o charme da clássica travessia. Saindo do Bonfim, é possível desviar 1 km do trajeto e já conhecer a Cachoeira Véu da Noiva, bem alta e de queda fina.

Antes de chegar ao primeiro acampamento, os Castelos do Açu, as duas paradas são: Pedras do Queijo e Pedra do Ajax. Para alcançar o mirante da Pedra do Queijo, são 1300 metros de desnível, bastante puxados. Depois da vista maravilhosa da formação rochosa com formato de queijo, vem o Ájax, que tem água e sombra para um merecido descanso. Os castelos do Açu (2216 m) proporcionam indescritível vista da cidade do Rio de Janeiro.

Na segunda etapa da travessia, o que predomina é o terreno rochoso e quatro vales a serem transpostos. A subida mais rigorosa recebe o nome de Isabeloca, ou em homenagem à mulher de um mateiro ou por causa de uma escritora chamada Isabel que, traída pelo marido, conheceu a região e por lá resolveu ficar. Não importa. O que vale mesmo é a conquista da Isabeloca.

Em tupi, Açí siginifica grande. E é o que avista: rochas imensas, despostas como labirinto, formam os Castelos do Açu. Além deles, avistam-se algumas formações rochosas mais famosas do Rio de Janeiro: Dedo de Deus, Pedra do Garrafão, Pedra do Sino e Morro da Cruz.

Depois da descida da Pedra do Sino e de mais uma boa noite de sono, a volta é bem mais leve. Quase todo percurso é de descida em meio à mata exuberante e com vista para Teresópolis

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